20 Janeiro 2008

Aparentemente seco?
Não!
Como diria Carl Sagan:
"Absence of evidence is not evidence of absence..."

20 Janeiro 2007

Ask the mountains


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"Ver o mundo num grão de areia
E um Céu numa flor selvagem,
Ter o infinito na palma da mão
E a Eternidade numa hora."
- William Blake


O motivo pelo qual tenho certeza da existência de uma Inteligência Absoluta como motivo de toda existência é que o meu
coração sabe disso!
Não preciso de nenhuma teoria ou prova, sinto em mim!

Há duas coisas que podem fazer alguém perceber um
amor infinito na existência:
o brilho do sol e o abrir das flores.
Quando uma flor abre suas pétalas, é um momento
mágico, verdadeira festa da natureza. Nesse momento
único, curvo-me à sabedoria que dá vida a natureza
daquela flor expandida.

Penso que o universo é um
imenso lótus deus em eterna florescência.


Quando assisto ao momento da aurora rompendo as
trevas da madrugada,
pego-me extasiado diante de tal maravilha.
No momento do crepúsculo, quando o Rei Sol
descende na linha do horizonte,
percebo-me admirado com os tons de dourado,
laranja e vermelho inundando minha visão.
Às vezes, as lágrimas desse momento
refratam a luz solar e vejo
várias outras cores dançando à minha frente.


Sim, há um amor incomensurável
como causa dessa beleza.
É o mesmo amor que sinto em meu coração.
Por isso, a ressonância com a luz do sol e as flores.


Não posso provar a existência desse amor absoluto e
nem demonstrá-lo em uma academia cheia de céticos
irritadiços e intelectuais arrogantes espumando uma
pretensa ciência devastadora da própria natureza.


Não falo de um cara branco, velho e barbudo sentado
num trono celestial e nem de um ser que julga os outros
e os manda para o paraíso ou o inferno.

Sequer
imagino aquela noção antropomórfica e convencional
do Criador que os religiosos inventaram por ignorância.


Estou falando do amor que inventou aquela flor e
aquele brilho do sol.
Que homem poderia inventar algo igual?
Que cientista poderia elaborar o amor?
Que religioso poderia fazer abrir aquela flor que admiro?
Que religião ou doutrina poderia me fazer sentir um
amor vivo pulsando em tudo?


Serei eu um místico só porque amo e tenho coragem e
discernimento para assumir esse amor?


O intelectual que elabora técnicas, esquemas e
nomenclaturas opulentas, que são incapazes de fazer
alguém sorrir e admirar o brilho do sol e a beleza das
flores, é realmente inteligente ou é
apenas alguém técnico e pretensioso exaltando o
próprio ego?


Há alguns intelectuais capazes de explicar os
mecanismos de muitos eventos da natureza e da
consciência. Porém, são incapazes de beijar,
abraçar e compreender os outros.
São intelectuais, mas são tolos!Entendem esquemas e técnicas,
mas não compreendem as pessoas.
São críticos de tudo,
mas tomam de goleada da beleza
da flor e dos raios de sol.


E os religiosos, empacados em seus dogmas?
Conseguirão ver o divino na flor?
Conseguirão imaginar que o sol brilha
mais do que seus livros pesados de dogmas?


O Deus que sinto não é passível
de ser quilatado pela mente humana.
Não pode ser capturado pelo intelecto sequioso de
provas e nem pelo coração bloqueado
de fanatismo religioso.


No sorriso da criança,
nos raios do sol e na luz da lua,
nas flores, no beijo, no abraço, na meditação, no amor,
na música, na simpatia e na lucidez de sentir
além dos pensamentos convencionais,
está a prova da existência do divino.


Dirá o intelectual: "Isso é misticismo!"
Afirmará o fanático religioso:
"Você não entendeu o nosso livro sagrado!" Por sua vez, a luz do sol e as flores nada dirão.
Não é preciso. Sua beleza já diz tudo.


Paz no Coração
Tré Porã

Wagner Borges

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